domingo, 16 de junho de 2013

Sobre Baunilha em pó e o sexto comentário premiado....


Hoje finalmente apresento aqui o nome da autora do sexto comentário selecionado. Demorei pois desde quarta feira rolaram tantas coisas aqui em casa e na minha vida que não foi possível. Um pouquinho de suspense não faz mal, né? Mas antes de apresentar o nome eu vou falar um pouco mais sobre o que é a baunilha em pó que foi sorteada.

A baunilha é retirada de um tipo de orquídea, uma orguídea que produz uma fruta que depois de seca pode ser usada como especiaria. A fruta da orquídea seca e produz uma fava, cheia de semetinhas. A fava e suas sementes concentram intenso aroma da flor e podem ser consumidos sem restrição, adicionando sabor poderoso aos alimentos, perfumes, cremes, óleos e tudo mais. A baunilha é curada, com fermentação natural e depois moída sem adição de alcool ou de coisa alguma. É baunilha pura. A baunilha em pó é produzida a partir da moagem das favas inteiras de baunilha. O resultado é um pó bem fino e extremamente aromático.
Esta baunilha é oriunda de Madagascar e foi batizada por franceses há séculos como "Baunilha Bourbon" e assim é conhecida no mundo todo.

Não dá para comparar o aroma da baunilha pura com o aroma de uma essência artificial. É como comparar um morango com a essência artificial de morango, imagina um morango de verdade e uma gelatina de morango artificial? Aquela coisa rosa pintada com sabor de bala? É a diferença entre o sabor real e o sabor artificial daquelas essências horrorosas.

O produtor alemão, desta baunilha que estou sorteando, indica que meia colher de chá de pó equivale a uma fava inteira. Eu, em geral, uso bem menos pois acho que pode ficar forte demais o sabor. Mas, para quem não está acostumado a usar baunilha em pó, ela pode ter sabeor bem diferente das essências. As essências são mais doces do que a baunilha natural.

Uma coisa sensacional é que a baunilha é naturalmente doce e ajuda na hora de evitar o uso de açúcar, por exemplo, no café com leite, no chocolate quente, no iogurte natural e ou no creme de leite na hora de bater chantilly. Ao invés de açúcar, adicione um tantinho de baunilha.

Apesar do pacote ter data de validade, a baunilha não envelhece, muito pelo contrário. O sabor fica mais intenso com o tempo, mas se conservada em local seco e em pote de vidro vedado. Por isso, coloque seu pozinho em um vidro limpo e seco imediatamente e guarde em local seco e fresco. Oxigênio e umidade são os maiores inimigos de qualquer alimento que tem vida longa...


Como e onde usar?

1. Açúcar de baunilha:

Antes de sair usando em doces, prepare um açúcar baunilhado. Coloque meio quilo de açúcar de confeiteiro num vidro limpo, adicione duas colheres de chá de baunilha em pó, feche o vidro bem fechado e sacuda bastante para misturar. Deixe o vidro descansar por pelo menos um mês de depois use o açúcar de confeiteiro temperado para adicionar sabor as mais diversas receitas adicionando uma ou duas colheres de sopa de açúcar de baunilha no lugar da essência artificial.

Você pode adicionar a baunilha em pó ao açúcar cristal, açúcar comum ou qualquer outros tipo de açúcar. Quem sou eu para decidir. Eu coloco baunilha não no açúcar de confeiteiro, mas no açúcar de cana amarelo, orgânico, não refinado que eu uso nas receitas doces aqui de casa.

2. Sal de baunilha:

Da mesma forma que baunilha pode ser adicionada ao açúcar, uma colher de chá do pó de baunilha pode ser adicionada a 250g de sal. Use sal puro, marinho, não refinado, sal grosso triturado é melhor ainda pois é mais saudável, e adicione um salzinho de baunilha as suas receitas.

3. Adicione a receitas diversas: bolos, pudins, geléias, tortas, granolas, musli, cremes, mingaus, vitaminas, leite quente, creme de chantilly, iogurte natural, coalhada etc...

4. Use de pitadinhas, se for bater um copo de leite e use uma colher de chá se for fazer um pudinzão de 2L. Meia colher de chá é perfeita para bolos e tortas.

5. Aproveite!


E finalmente o nome de mais uma vencedora. A sexta vencedora é a Ana Brasil que falou de lar, família, marido carinhoso, criança feliz e como a baunilha vai reforçar tudo isso. A gente ficou dividido muito tempo, a Ana foi unanimidade só no final, mas levou com o seguinte comentário:

Blogger Ana Brasil disse...

Aroma de baunilha para mim se confunde com aroma de LAR, aroma de bolo que invade a casa e instantaneamente faz minha filha sorrir; aroma de arroz doce que faço para o marido e que me enche de beijos por causa dessa delícia; aroma de biscoitinhos e chá, que também uso baunilha e um bom livro para acompanhar...cozinha se mistura com vida, com sentimento, com momentos e que delícia usar baunilha para intensificar tudo isso!

24 de maio de 2013 19:00
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Parabéns Ana, agora manda para mim o teu endereço, tá? Amanhã, de posse de todos os endereço, eu dispacho os pacotinhos todos! Mas a Tatiana precisa me mandar endereço dela... Do contrário eu vou precisar escolher outro comentário.




segunda-feira, 10 de junho de 2013

O Quinto comentário e uns "cupcakes" de bacon com ovos...






Desde que vi estes cupcakes de bacon com ovos no site da Sarah Wilson que eu me seduzi pela idéia de juntar estes dois favorito numa forminha e assar. O sabor não sofre qualquer alteração, enquanto o visual é irresistivelmente superior ao seu bacon com ovos tradicional.



Eu abraço o consumo de bacon com ovos no café da manhã sem culpa, não diariamente, mas entendo que é preciso romper certos paradigmas vigentes para abraçar o consumo de gorduras saturadas sem medo de ser feliz. Se você, como eu, desafia as informações parciais que resultam de certas pesquisas que condenam o consumo de gordura animal, manteiga, ovos e bacon, aproveite. E você acredita que gordura animal é veneno: olhe já para o outro lado...





Para entender como se faz basta ver o vídeo demonstrativo e cheio de idéias aqui. Está em inglês, mas é tão simples de fazer que só de ver qualquer um entende o processo todo. Em linhas gerais: unte forminhas de empada ou de bolinhos com óleo de coco ou manteiga. Coloque as fatias de bacon enroladas na base e lados das forminhas. Uma fatia longa deve ser suficiente. E encha a forminha com uma mistura de ovos batidos com sal, ervinhas e queijo parmesão. Leve para assar a 200C por 10 a 15 minutos em forno pré-aquecido.




Nas fotos eu usei uma forma de muffin, para 12, mas acho que o melhor é usar forminhas individuais de empadas pois é mais fácil na hora de desenformar quente. Não esqueça de untar pois o bacon pode grudar um pouquinho na hora de desenformar.






Está ficando difícil decidir, todas as noites há controvérsias aqui em casa. Mas chegamos a mais um acordo sobre o comentário vencedor de hoje. O quinto comentário selecionado é da Tatiana, que comentou como "anônima", mas assina no final do comentário. Tatiana pensa em usar baunilha para preparar delícias caseiras para o marido que se recupera da Doença de Crohn. Essa doença é muito difícil, tenho um amigo que luta contra a mesma doença, ele tem tido sucesso no tratamento, mas já sofreu muito e eu acompanhei parte do sofrimento dele a distância, suas longas internacões, cirurgias e o estresse para recuperar o peso e viver normalmente. É impossível não me identificar com as dificuldades da Tatiana, o esforço para cuidar do marido com a ajuda da sogra e o desejo de ver ele recuperado.

Veja abaixo o comentário da Tatiana:

Anônimo disse...

eu faria um bolo seco bem simples, onde a baunilha seria a "cereja do bolo", para meu marido... para comemorarmos sua recuperação e volta para casa... neste último mês passamos 22 dias dos 31 internados... ele passou por 2 cirurgias e agora finalmente estamos em casa... na verdade, na casa da minha sogra amorosa que cuida dele enquanto estou trabalhando, pois ainda não consegue nem tomar banho sozinho... como ele tem doença de crohn, evito ao máximo produtos artificiais e uso sempre os produtos naturais... essa baunilha seria perfeita, para matar a saudade de seu sabor aveludado e aroma intenso!

tatiana
tatiana.ender@gmail.com



Tatiana, mande um email para mim com teu endereço e boa sorte para vocês.



domingo, 9 de junho de 2013

Pipoca e o quarto comentário selecionado...



Pipoca é um dos meus aperitivos favoritos e eu como pipoca direto. Além de ser um alimento integral, sem gluten, delicioso, pipoca pode ser consumida sem restrições se for feita em casa, com uma gordura de qualidade e consumido com pouco sal. Basta um óleo bom, temperos frescos de qualidade e sua pipoca vira um snack muito saudável. O problema com a pipoca são as versões produzidas com milho transgênico e óleos vagabundos, refinados, trans, tóxicos e as tais pipocas para microondas em quase todas as suas versões (exceto aquela orgânica sem gordura e sem sal).

Quando eu era criança comia pipoca de rua feita com gordura de porco. Lá pelas tantas as latas de óleo de soja passaram a dominar e alguns pipoqueiros até anunciavam que a pipoca era feita com óleo de soja para demonstrar superioridade. Mas aqueles eram tempos de soja do bem, não transgênica e ainda não super envenenada por uma quantidade astronômica de agrotóxicos. Depois disso, durante anos, mais de 10 eu diria, pipoca passou a me fazer mal. Era comer para ter enjôos e cólicas estomacais, azia etc... A disseminação da pipoca de microondas não melhorou meu mal estar com pipocas, muito pelo contrário. Me faz ainda mais mal. E aquelas de cinema então? Saravá!



Hoje em dia eu como apenas as pipocas que eu faço em casa, na panela, com milho orgânico e óleos orgânicos. Em geral prefiro gorduras saturadas para fazer pipoca e por isso tenho usado óleo de coco direto. E quando eu faço em casa, não tenho enjôos, nem dores de estômago e ainda adiciono um tantão de manteiga derretida por cima. Como andei com o estômago muito sensível depois que eu tive uma doença autoimune (ainda tenho, pois doença autoimune não se cura, se administra). Enfim, hoje eu como uma bacia de pipoca e eu não sinto nada... Mas uma bacia pequena, tá? E o motivo é que o óleo de coco é muito mais digestivo e saudável. Os óleos usados naquelas pipocas de microondas, ou de carrocinha de rua, ou de cinema são puro veneno. Vai por mim, evite. Faça você mesma sua própria pipoca e capriche nos sabores.

Dica:

Quando a gente para de comer açúcar, sente falta de alternativas para beliscar entre refeições. Não há como evitar o desejo e, nesta hora, a pipoca é uma excelente alternativa. Pipoca feita com óleo de coco, com manteiga derretida por cima ou com queijo parmesão, um tantinho de endro picadinho, ou orégano, ou qualquer ervinha que você goste. Uma bacia de pipoca aliviava meu desejo de comer doce, principalmente no começo... hoje já como bem menos pipoca, apesar do milho ser integral e ter bastante fibra, é muito carboidrato junto, melhor evitar comer demais...




E hoje temos o quarto selecionado. E o comentário baunilhado de hoje é do Andre Girardi, que também planeja contemplar a mãe com uma bela receita, no caso uma receita de brownie com baunilha para dar conta da saudade... Bolos de chocolate intenso, como brownie, combinam demais com baunilha, que dá uma amenizada no amargor do cacau puro, e o Andre escolheu bem. Taí o comentário dele...

Blogger André Girardi disse...

Olá!! Com a segunda especiaria mais nobre do mundo, faria, para minha mãe, que é de primeira, lá na rocinha dela, um
B rownie
A romático
U nico
N otável
I nigualável
L indo
H armonioso
A fetuoso
e assim, quem sabe, amenizarmos com muito sabor, nossas saudades...

3 de junho de 2013 14:26


André, parabéns. E agora mande um email para mim com teu endereço, tá?


sábado, 8 de junho de 2013

Um prato favorito, uma canção e mais uma premiada...



Crianças sempre perguntam qual é meu prato favorito, minha música favorita, meu cantor favorito, minha cidade favorita, meu chocolate favorito, meu livro favorito... eu sempre respondo que é difícil escolher pois a gente muda, os sentimentos mudam e nossa posição em relação as coisas mudam com as nossas mudanças. Assim, o que um dia foi favorito, no outro dia pode enjoar.

Mas ainda assim há alguns favoritos, coisas que não deixam de me tocar profundamente, como uma lata de sardinhas em molho de tomate. Sardinha é um revigorante, eu adoro loucamente e um prato de sardinha é um prazer quase indescritível. Seja em lata, em molho de tomate, em óleo, frita, aberta, fechada, manjubinha e outras mais. Esta semana, estando em casa na hora do almoço, me preparei um dos meus pratos favoritos:

Sardinha em molho de tomate com tomate, cebola e espinafres refogados. A sardinha é em molho de tomate orgânico, o tomate e a cebola também orgânicos e o espinafre do meu jardim, orgânico, naturalmente, e que estava congelados. Agora eu me preparo para colher a safra deste ano...




Outros favoritos? Minha música favorita, ou uma das é A Página do Relâmpago Elétrico Esta canção, acredito eu, é uma escolha geracional, imagem do meu tempo. A mais estranha das vozes, um arranjo ao mesmo tempo rico, confuso, perturbador e estonteante, e uma letra que faz mágica no meu coração. Simplesmente adoro...


Abre a folha do livro
Que eu lhe dou para guardar
E desata o nó dos cinco sentidos
Para se soltar
Que nem o som clareia o céu nem é de manhã
E anda debaixo do chão
Mas avoa que nem asa de avião
Pra rolar e viver levando jeito
De seguir rolando
Que nem canção de amor no firmamento
Que alguém pegou no ar
E depois jogou no mar

Pra viver do outro lado da vida
E saber atravessar
Prosseguir viagem numa garrafa
Onde o mar levar
Que é a luz que vai tescer o motor da lenda
Cruzando o céu do sertão
E um cego canta até arrebentar
O sertão vai virar mar
O mar vai virar sertão
Não ter medo de nenhuma careta
Que pretende assustar
Encontrar o coração do planeta
E mandar parar
Pra dar um tempo de prestar atenção nas coisas
Fazer um minuto de paz
Um silêncio que ninguém esquece mais
Que nem ronco do trovão
Que eu lhe dou para guardar

A paixão é que nem cobra de vidro
E também pode quebrar
Faz o jogo e abre a folha do livro
Apresenta o ás
Pra renascer em cada pedaço que ficou
E o grande amor vai juntar
E é coisa que ninguém separa mais
Que nem ronco de trovão
Que eu lhe dou para guardar


(Beto Guedes & Ronaldo Bastos)




E, continuando com a seleção de comentários premiados, ilustrada por fotos de um dos meus pratos favoritos, a baunilhada de hoje é a Zeni Cabral Lacerda com um comentário bem bacana. O comentário da Zeni fala de cozinha, cheiros, algazarras, prazeres, pequenas coisas e de plantar sementinhas de baunilha no quintal e na vida das pessoas, adorei, adoramos... E aqui está para vocês:


Blogger Zenicabral Lacerda disse...

Adoro cozinha , seus cheiros, a algazarra nos dias de comemorações especiais, o conforto que nos traz nos dias de tristeza e por isso, usaria uma pitada de baunilha na vida daquelas pessoas que não descobriram ainda que os maiores prazeres da vida estão nas pequeninas coisas , tal qual uma sementinha de baunilha. Gosto tanto que tenho um pézinho de baunilha no meu quintal e espero muito que ele floreça!
Zeni Cabral de Lacerda

27 de maio de 2013 19:53


Amanhã eu volto com mais um nome...




sexta-feira, 7 de junho de 2013

Musli com Frutas Secas, Castanhas e Manteiga de Castanha de Cajú e a segunda premiada ...



Eu, Estela, Tormod e Per (a distância) estamos adorando escolher comentários... A coisa dá-se assim: eu leio o comentário e as crianças aprovam, ou não. Os comentários que recebem três mexidas positivas de cabeça e/ou sorrisos, são qualificados... da lista de qualificados escolhemos os premiados. E a baunilhada de hoje é a Monica, que em seu comentário falou de coisas tão importantes para mim, falou de perdão, de saudade, de lágrimas, de perdas e nas pequenas coisas do dia-a-dia que inundam a nossa vida de amor.


Abaixo o comentário da Monica, sem sobrenome e sem local de residência no perfil do Blogger.


Blogger Monica disse...

Eu colocaria uma pitada de baunilha:
- Nos ressentimentos, para sentir o cheiro doce do perdão.
- Na saudade que eu sinto da minha mãe para quebrar o salgado das lágrimas.
- No desprezo recebido depois de se dar até o sangue, para eliminar o amargo da tristeza.
Mas também capricharia na baunilha:
- para combinar com o amor de marido que me acorda com café quentinho,
- para transformar em sabor delícia o sorriso de filha quando chega em casa.
- para perfumar as palavras quando ouço: Meu lar é um paraíso, minha mãe é a melhor do mundo.

Um grande beijo

26 de maio de 2013 22:46



Monica, baunilha serve mesmo para aliviar muitas dores da alma e deixa um sabor adoçicado e sem açúcar. O perfume é renovador e inspira. Mande para a gente teu endereço via Facebook ou via email. O email você acha nos links acima...






E para concluir, mais uma receitinha muito básica, mas que decidi publicar por incluir um ingrediente diferente: manteiga de castanha de cajú.

A manteiga de cajú que eu uso tanto nos dias de hoje é uma manteiga maravilhosa, fonte de proteína, vitaminas e minerais. É uma manteiga saborosa, densa (se pura), cremosa, aromática e que pode ser usada em tudo no lugar da manteiga e dos óleos comuns. Todos os benefícios da castanha de cajú encontram-se nesta manteiga que é produzida triturando em moinho a castanhha de cajú torrada (ou não) até formar uma pasta macia, bem gordurosa e homogênea. A manteiga de cajú pode ser usada no pão, no bolo, nos biscoitos, barrinhas, sorvetes, docinhos de todos os tipos, molhos etc, etc e etc... Até aí tudo bem. A manteiga da foto eu adoro, vendo aqui na loja e é uma manteiga procuradíssima.






O que me deixa com raiva é: eu descobri a existência e o sabor da manteiga de castanha de cajú nestas bandas de cá do Atlântico, há coisa de uns 10 anos, andando pela Europa. Mas o cajú é uma fruta nativa do Brasil, do Nordeste do Brasil e que de lá foi levada pelos portugueses para a India e a África. Apesar de ser brasileira nata, e nordestina da gema, grandes possibilidades e riquezas do fruto e da castanha do cajueiro ainda são ignoradas no Brasil

Como alguém pode chamar São Paulo de capital gastronômica do Brasil ou o Rio de Janeiro de capital cultural do Brasil se você anda pela rua e pelas lojas, restaurantes, bares e botecas e ninguém nunca ouviu falar de manteiga de castanha de cajú. Ninguém usa e ninguém viu. Nem na Feira de São Cristovaão, batizada de Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas onde encontra-se tudo o que se consome no nordeste.




O que acha-se com facilidade, e pelo visto já espalhou-se pelo país, é a manteiga de castanha do pará que, apesar de boa, não é tão saborosa como a de castanha de cajú, nem tão barata (naturalmente). As chamadas capitais nacionais disso e daquilo ainda têm um bom chão para trilhar antes de se tornarem locais de referência de fato.


E vamos ao Musli maravilhoso que faço para o meu amado Per que come religiosamente, todos os dias, seu potinho de musli com leite.




Musli com frutas secas, castanhas e manteiga de castanha de cajú


750g de flocos de aveia (não pré-cozido) orgânica
200 gramas de coco ralado seco não adoçado
100 gramas de nozes
100 gramas de castanha do Pará
150 gramas de castanha de cajú
100 gramas de uva passa preta
50 a 100 gramas de gojis secas
80 gramas de manteiga de castanha de cajú
60 a 80 gramas de mel
1 colher de chá de baunilha em pó
1 colher de chá de canela em pó

Como

Num tabuleiro grande coloque a aveia e o coco ralado. Coloque no processador as nozes e castanhas e triture levemente (sem deixar virar farinha). Coloque as castanhas e nozes no tabuleiro junto com a aveia. Adicione a baunilha e a canela. Num pote coloque a manteiga de castanha de cajú e adicione o mel. Misture até formar uma mistura grossa mas líquida, como a da foto. Coloque a manteiga com mel sobre a aveia e usando as mãos misture bem espalhando a manteiga por toda a mistura. Leve ao forno 180C e asse até ficar dourada, cerca de 40 minutos. Mas a cada 15 minutos retire o tabuleiro do forno e usando uma colher de pau vá revirando a mistura para dourar toda por igual. Cuidado para não queimar. Quando estiver lindo, dourado e perfumado, retire do forno, adicione as passas e goji, misture com a colher de pau e deixe esfriar. Quando estiver frio transfira para potes de vidro vedados e consuma em até 30 dias.


Amanhã tem mais um premiado!






quinta-feira, 6 de junho de 2013

Vitamina de Abacate com Banana e Semente de Chia e o primeiro premiado...




Esta postagem é para anunciar o nome do primeiro premiado baunilhado. O escolhido foi o Fabiano Mayrink. A história dele tocou os nossos corações. Eu sugeri e os assistentes aprovaram.... A história do Fabiano e o esforço de mudar, morar de favor para fazer mestrado é muito familiar para mim... Abaixo o comentário dele. Veja você como ele mereceu.

Fabiano Mayrink disse...

Oi Claudia! Eba sorteio!

No momento devido a minha vinda pra Vitória ES pra fazer mestrado estou sem poder cozinhar, estou morando praticamente de favor na casa de uma tia que não me deixa fazer nada :/

mas se eu ganhasse esse pacotinho de baunilha em pó eu certamente iria correndo pra casa de um outro tio meu que também gosta de culinária e iria fazer um belo de um doce! Seria um momento único pois sempre tive vontade de saber o gosto da baunilha verdadeira, vinda daquela magica orquídea de flores amarelas como a amizade!


24 de maio de 2013 02:11



Fabiano, parabéns e boa sorte com o mestrado. Agora mande, por email ou mensagem do Facebook, o teu endereço. E amanhã eu volto com o premiado escolhido hoje numa postagem bem rapidinha.






E, para quem gosta de uma bebida muito saudável e gostosa, mais uma versão da minha vitamina favorita, a ultra deliciosa vitamina de abacate com banana e chia... Recomendo bater bem grossa, bem gelada, para comer de colher.




Vitamina de Abacate e Banana com Sementes de Chia
(Serve 2 ou 3)


3 abacates (usei desses pobres miudinhos que vendem por aqui)
2 bananas d'água maduras
300ml de leite ou substituto
1 colher de sopa de sementes de chia
6 pedras de gelo

Como:

Coloque todos os ingredientes num liquidificador e bata até vitamina ficar bem homogênea.


sábado, 1 de junho de 2013

Trufa de banana para lembrar do sorteio...



Caríssimos, já começamos a ler os comentários e selecionar alguns favoritos. Quem ainda não comentou pode comentar até o dia 10 de junho, quando selecionaremos o último vencedor. O sorteio será assim: a partir do dia cinco de junho, selecionaremos um vencedor por dia e serão seis vencedores... Lembre-se que não é preciso colocar endereço, nem email, nem telefone nos comentários. Basta fazer um comentário fofo sobre o que você acha e faria com um saquinho de baunilha Bourbon orgânica em pó. Só os vencedores deverão mandar seus endereços por email para mim, sacou?

E hoje tenho aqui uma receita que é tão fácil, e boa, e óbvia que dá até vergonha. Exato, eu acho que a pessoa tem que ser muito sem vergonha para chamar essa trufinha de banana com cacau de receita. É mais uma misturinha de banana passada no cacau em pó...



Para quem ainda não sabia, eu sou tarada por bananadas e doces de banana. Principalmente os doces de banana sem açúcar. As bananadas, aquelas durinhas tipo barrinhas, são as minhas balas favoritas. Sim, na minha opinião, bananadas são balas pois contém muito açúcar, mesmo aquelas "sem adicão de açúcar" pois bananas, principalmente as maduras, contém uma quantidade altíssima de açúcar . Lembre bem disso na hora de comer sua bananada sem açúcar.



Mas hoje em dia todos os produtores de bananadas oferecem suas versões sem açúcar, o que não era muito comum quando eu era criança. Havia sem açúcar, eu lembro, mas não eram tão boas como hoje. Dentre todas barrinhas de banana disponíveis no Brasil, a minha favorita é a Bananinha Paraibuna sem adição de açúcar.
As bananadas sem açúcar, além de mais gostosas, são mais difíceis de fazer pois elas caramelizam o açúcar da banana em si, o que leva mais tempo para acontecer e para escurecer. Eu hoje imagino que os tacheiros tradicionais, de antigamente, que produziam bananada para venda antes das grandes máquinas industriais, deveriam ter uma série de "truques" para deixar a massa de banana escurecer e caramelizar ficar pretinha sem queimar e sem amargar.



Eu não uso truque algum, só paciência para ficar diante do fogão mexendo massa de banana até engrossar e escurecer. Apesar do meu sucesso em obter bananadinhas de corte, estas trufinhas surgiram num dia de cansaço, depois de uma longa e quase sem fim tentativa de fazer bananadinhas de corte. É que a coisa demora e, lá pelas tantas, eu cansei. Eu já consegui fazer bananadas de corte em casa que ficaram sensacionais, sempre com uma quantidade pequena de bananas (máximo duas dúzias) pois o processo demora e com uma quantidade pequena não cansa tanto. A minha bananadinha não fica tão escura como a Bananinha Paraibuna sem açúcar (que é bem preta), a minha alcança um tom de marrom razoavelmente escuro, mas fica igualmente deliciosa. Mas demora, para lá de duas horas. E quanto maior a quantidade de bananas, mais demora e mais cansa pois a massa de banana vai endurecendo e é um exercício exaustivo ficar mexendo sem parar.



E, como ia dizendo, num dia de cansaço, já tarde da noite, eu parei e descansei. Coloquei a massa de banana cozida e mezzo endurecida, com uma cor linda e que já havia soltado do fundo da panela há mais de meia hora, mas que ainda não estava no ponto, numa forma forrada com papel manteiga. Cobri com outro pedaço de papel manteiga e fui dormir. Sabia que no dia seguinte não estaria no ponto de corte, mas deixei. E no dia seguinte, das duas uma: ou você devolve a massa de banana para a panela e cozinha até evaporar mais água e endurecer até atingir o ponto de corte (quando a banana pode ser cortada em barrinhas sem dificuldade, sem amolece, sem grudar e/ou se desfazer e fica perfeita) ou você deixa a massa de banana do jeito que está e enrola em bolinhas, tipo brigadeiro, passa no cacau e serve com o nome óbvio de trufas de banana.

E voilá.





Trufa de Banana com Cacau


Ingredientes:

18 a 24 bananas d'água (chamada de nanica em São Paulo)
3 a 4 colheres de sopa de cacau natural (não alcalinizado) em pó puro sem açúcar para enrolar as bolinhas


Como:

Descasque e coloque as bananas inteiras numa panela "boa" para fazer doces (complexo isso, não? Mas é uma panela que tenha um fundo grosso de metal, nada de tefal, teflons e afins). Se você tiver em casa um tacho de cobre, melhor ainda. Amasse as bananas bem amassadinhas, usando um equipamento de amassar batatas para purê, e leve ao fogo médio. Mexa a massa de banana até ferver e abaixe o fogo para baixo e deixe que cozinhe até começar a caramelizar. Vai querer grudar, vai espirrar, você vai querer correr dali, mas mexa, sem parar, sempre a fogo baixo. Se começar a grudar demais e/ou ameaçar queimar no fundo adicione umas poucas colheradas de água. Mas adicione água apenas em situação de emergência pois isso vai fazer o doce demorar ainda mais a atingir o ponto. A banana já tem água suficiente para evaporar e contém bastante açúcar para caramelizar e, por isso, se ficar adicionando água só vai fazer demorar mais o que já é demorado. O segredo é ficar com a barriga no fogão mexendo a massa de banana em fogo baixo até que ela esteja bem marronzinhas e soltando do fundo. Coisa de uma a duas horas, dependendo da quantidade de bananas. Depois que escurecer até um tom de marrom claro e começar a soltar do fundo, deixe que cozinhe por mais meia hora a 45 minutos, para engrossar e escurecer mais, mexendo sempre. Quando achar que chegou ao ponto, transfira a massa de banana para uma forma forrada com papel manteiga. Cubra com outro pedaço de papel, pressione um pouco com as mãos para o papel de cime grudar e deixe que esfrie totalmente por pelo menos oito horas. Coloque o cacau em pó num prato raso. Retire o papel manteiga com cuidado e, com uma colher de chá, retire colheradas de massa e jogue sobre o cacau em pó. Com as pontas dos dedos role a massa até formar bolinhas.

Sirva em dias de verão no lugar das trufas meladas de chocolate. Resiste bem em temperatura ambiente por até 4 ou 5 dias...




Obs. Não precisa enrolar na mão e passar no cacau. Eu coloco as colheradas direito no cacau e moldo as bolinhas com as pontas dos dedos no pratinho com cacau.




quinta-feira, 23 de maio de 2013

Sorteio: Baunilhas para viagem...



Eu vou confessar duas coisas.

A primeira é: eu adoro baunilha. Coloco baunilha em quase tudo. Sempre adorei abrir as favas e raspar aquelas sementinhas pretinhas lindinhas, preparar extrato natural de baunilha e colocar de raspas e extrato puro de baunilha em tudo. Mas, depois que a baunilha em pó entrou em minha vida, eu me apaixonei de vez. A baunilha em pó nada mais é que as favas inteiras trituradas até firmar um pó de baunilha pura.

Com baunilha em pó você pode fazer tudo o que faz com a fava e com o extrato. Pode preparar extrato com a baunilha em pó e açúcar baunilhado. Dá para adicionar a baunilha em pó em pudins, bolos, geléias, sorvetes, iogurtes e até ao leite na hora de fazer café com leite ou chocolate quente. Eu adoro adicionar baunilha em pó ao creme de leite, no lugar do açúcar, antes de bater o chantilly e fazer um chantilly baunilhado e sem açúcar. Afinal, uma das coisas fantásticas da baunilha é que ela dá uma leve "adoçada" e reduz a necessidade de adicionar açúcar e/ou adoçante. Iogurte grego natural, meu favorito, eu como com uma pitada de baunilha, sem mel. Adicionar baunilha e canela ajuda a adoçar sem usar açúcar, sabe como? Adicionando aromas e sabores que clonam a sensação de doce sem adicionar açúcar. Eu totalmente recomendo.

A segunda coisa é: eu adoro sorteios e aqui temos mais um.

Desta vez eu vou sortear seis sortudos que irão receber este que é o item mais usado e valorizado do minha cozinha no atual momento: baunilha pura em pó. Baunilha do tipo Bourbon Madagascar e orgânica. Essa baunilha é um luxo, é vendida em potinhos de 10g ou 20g ao redor do mundo. Uma pitadinha ou meia colherzinha de café e você enche qualquer receita de sabor. Uma maravilha.




Quer ganhar? Basta participar.


O sorteio é válido para todo o planeta e, para facilitar isso, mandei fazer uma embalagem especial em saco plástico ecom rótulo em português para poder mandar as baunilhas para todo canto sem chateação com envio de pacotes. Se você está no Japão, na China, em São Paulo, Manaus, Fortaleza ou no Rio de Janeiro, tanto faz, participe.


Para concorrer basta deixar um comentário criativo nesta postagem contando como, quando e onde você usaria essa maravilhosa baunilha em pó...


Dia 5 de junho selecionaremos um comentário... no dia 6 de junho selecionaremos outro, no dia 7 de junho outro, no dia 8 outro, no dia 9 outro e no dia 10 de junho o último.... Você vai ter chance de colocar vários comentários interessantes e pode colocar quantos comentários desejar pois eu e e meu "time de assessores" vamos escolher os melhores comentários de forma totalmente imparcial, interessados apenas na sua criatividade.


Boa sorte!


domingo, 19 de maio de 2013

Bolinho de amêndoas, coco e framboesas, sem gluten, sem farinhas, sem açúcar (frutose) e sem leite





Cozinhar sem açúcar é um desafio e um risco pois o açúcar, além de deixar tudo muito mais gostoso, é um ingrediente poderoso em muitos aspectos e ainda deixa tudo muito mais simples. Quer uma sobremesa rápida? Adicione açúcar a claras de ovos e faz suspiro, dois ingredientes. Adicione açúcar a gemas e faz quindim, adicione no leite e faz manjar, pudins, doce de leite e um mundo de coisas. Na hora de retirar o açúcar, além da alteração nítida de sabor, há a alteração de consistência, textura e, claro, de satisfação. Na nossa civilização brasileira, moldada em açúcar, tudo parece mais difícil, mas não é. Mas também não é fácil, requer vontade e algum treinamento. Mas eu acho que o maior desafio é a reeducação do paladar e, nessa hora, é o cérebro quem deve comandar e não a boca, se é que vocês me entendem. Se livrar do doce deixando de lado o açúcar e seus substitutos danosos é o ideal. Mas se você, como eu, precisa de um docinho de vez em quando, por que não experimentar receitas menos doces para tentar reeducar seu paladar e seu cérebro?




Mas nem tudo é simples no que diz respeito aos substitutos do açúcar e eles podem ser extremamente tóxicos e causar uma série de complicações digestivas já que a maior parte deles não é absorvido pelo organismo. Apesar de evitar usar substitutos de açúcar (quando eu desejo comer um doce, eu vou comer um doce de verdade, sem culpa, para exercitar meu controle e o prazer) eu reconheço que um monte de gente não consegue e que os substitutos são uma alternativa. Cada um decide o caminho que pode e quer trilhar. O problema do uso excessivo de adoçantes e afins no dia-a-dia é que você não quebra a dependência do açúcar, apenas transfere para outra coisa doce. O ideal é não comer açúcar nunca, só muito de vez em quando, em situações super especiais, de festa e de celebração e não usar substitutos como paleativos. E controlar a todo custo a entrada do açúcar na sua casa para reduzir os riscos. Mas, para aqueles que, como eu, gostariam de experimentar uma bolinho feito sem açúcar, com um substituto diferente, eu recomendaria esta receita de hoje.






Esta receita eu encontrei acidentalmente no blog de uma moça que também parou com açúcar. A receita original sugere natvia, um adoçante que é uma mistura de stevia com eritritol, cujo resultado é mais doce do que açúcar. Eu usei eritritol puro, bem menos doce do que açúcar. A receita dela me interessou pois é uma espécie de financier sem farinha e adoçado com stevia. Eu adoro financiers, a consistência dos bolos assados com farinha de amêndoas. Mas eu fiz diferente. A receita original leva stevia, manteiga e amêndoas raladas. Eu usei manteiga de coco, óleo de coco e leite de coco, tudo num bolo só. E ao invés de amêndoas em lascas eu usei lascas de coco secas e framboesas congeladas do meu jardim, e lá se foram as últimas framboesas do verão passado. Renderam pacas e eu uso todas, sem perder para nada.

Mas, o que torna este um bolo sem açúcar, é o uso do eritritol, um um poliol ou polialcool. Há uma infinidade de poliols e uma grande parte deles é usada na indústria alimentícia maltitol, xylitol, sorbitol, eritritol em produtos de baixa caloria. Os poliols em geral não são tão doces como açúcar, a intensidade de doce varia e em geral eles contém menos calorias do que o açúcar (sucrose) e merecem uma postagem só para falar deles. Mais uma postagem que vou ficar devendo...





Bolinho de amêndoas, coco e framboesas

(sem açúcar, sem gluten, sem farinha e sem leite)
Receita original encontra-se aqui


4 dl de farinha de amêndoas (amêndoas moídas até formar uma farinha fina)
50 a 60g de eritritol em pó
2 ovos grandes
100 gramas de manteiga de coco
100 a 150m ml de leite de coco
2 dl de framboesas frescas ou congeladas
1 colher de chá de fermento em pó
lascas de coco seco ou fresco ou lascas de amêndoas
1 colher de chá de baunilha em pó


Como:


Bata bem o eritritol com a manteiga de coco até formar um creme. Adicione os ovos em temperatura ambiente e misture bem. Por fim adicione a farinha de amêndoas, o leite de coco, a baunilha e o fermento em pó. Coloque numa forma baixa pequena forrada com papel manteiga. Coloque as framboesas, enfiando pelo menos metade da superfície delas na massa. Salpique com lascas de coco seco ou fresco. Leve ao forno por 30 a 40 minutos, ou até que as bordinhas estejam douradas e um palito enfiado no centro do bolo saia seco. Sirva frio com creme de chantilly batido sem açúcar.



(O bolo antes de assar)


(Bolinho já assado)


Sugestões:

Não use substitutos de açúcar regularmente. Eles são menos calóricos do que açúcar, mas não quer dizer que não sejam calóricos.

Substitutos do açúcar em geral não são absorvidos pelo organismo e podem causar diáreias, dificuldade para digerir e ou algum tipo de indigestão e dor de barriga.

Se você, como eu, deixou de comer açúcar para se sentir bem e não precisa controlar o nível de açúcar no sangue, nem deseja emagrecer, eu diria que dá para comer um doce de verdade de vez em quando sem problemas. O problema é o descontrole, é o todo dia. E, principalmene, o problema é o excesso de frutose escondida por trás dos panos dos alimentos...


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